quarta-feira, 27 de junho de 2012
Hoje eu sei...
Sei que poucas são as rosas sem espinhos...
Sei que a maioria dos caminhos são sinuosos
E que, mesmo na solidão, a gente nunca está sozinho.
Que até mesmo nas constelações,cada estrela tem sua beleza,
Que num rio de lágrimas de alegria, também há tristeza.
Que nos tantos paradoxos que a vida apresenta,
Entre as nuvens que enfeitam há aquela cinzenta
Que sempre se identifica com quem está triste.
Eu sei que neste universo ainda existe,
Num lugar que hoje não sei onde,
Alguém que no silêncio sempre me responde
Quando, no vazio de meus dias, eu agonizo
Na saudade que me rouba uma lágrima de dor...
Eu que me digo forte, audaz, uma mulher de fé,
Sou tão frágil, tão pequena, carente de amor.
Hoje eu sei o que é viver o tédio de cada dia,
Eu sei que se não fosse eu tragar a poesia
Como um anestésico para a minha calma,
Se não fosse a música invadir minha alma,
Sob os acordes do meu amigo violão,
Eu sei que a vida me seria um veneno,
E o universo pra mim tão, mas tão pequeno,
Para acalentar no colo a minha solidão...
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