Lá fora, a chuva cai de mansinho,
Sem pressa, de vagarinho,
Vai molhando a vidraça.
E eu aqui não acho graça,
Ao contrário, me sinto triste,
Assim como a chuva está caindo,
Muitas lembranças vêm vindo
E aturdindo meu coração...
Ah! Por que a tristeza existe,
E com a chuva ela fica mais triste,
Com os respingos da solidão...
Com a alma povoada de saudade,
Eu me perco num desalinho,
Divagando, aqui num cantinho,
Sem ninguém para conversar,
Sinto as lágrimas no olhar
E um aperto no frívolo coração,
Que como a chuva perdeu a razão,
E o controle das sua emoção...
Amanhã, certamente, é outro dia,
E esta chuva vai parar...
E depois do arco-iris
O sol voltará a brilhar
São os ciclos do nosso viver
Com os seus encantos e enigmas
Que fazem a vida eternecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário