sexta-feira, 29 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meus pedaços

Meus filhos, meus pedaços,
Meus abraços, meus pesadelos,
Meus sonhos, minha vida,
Minha alegria, meu sofrimento.
E como não sê-los?
Meus filhos, parte de mim,
Meus anseios, a pulsação,
E como não tê-los?
Meu chão, meu carma,
Minha felicidade, enfim,
E em tudo a que me refiro,
Eles são o ar que respiro.
Meus filhos, são meus amores,
Cada um com seu perfil,
E a marca da sua personalidade,
Do meu jardim eles são flores
Que me dão vida e felicidade,
Meus filhos na terra serão selos
Da minha continuidade.

Hoje eu sei...





Sei que poucas são as rosas sem espinhos...
Sei que a maioria dos caminhos são sinuosos
E que, mesmo na solidão, a gente nunca está sozinho.
Que até mesmo nas constelações,cada estrela tem sua beleza,
Que num rio de lágrimas de alegria, também há tristeza.
Que nos tantos paradoxos que a vida apresenta,
Entre as nuvens que enfeitam há aquela cinzenta
Que sempre se identifica com quem está triste.
Eu sei que neste universo ainda existe,
Num lugar que hoje não sei onde,
Alguém que no silêncio sempre me responde
Quando, no vazio de meus dias, eu agonizo
Na saudade que me rouba uma lágrima de dor...
Eu que me digo forte, audaz, uma mulher de fé,
Sou tão frágil, tão pequena, carente de amor.
Hoje eu sei o que é viver o tédio de cada dia,
Eu sei que se não fosse eu tragar a poesia
Como um anestésico para a minha calma,
Se não fosse a música invadir minha alma,
Sob os acordes do meu amigo violão,
Eu sei que a vida me seria um veneno,
E o universo pra mim tão, mas tão pequeno,
Para acalentar no colo a minha solidão...

Eu aprendi...







Que a gente tem que olhar para dentro de si e descobrir seus próprios valores de ser humano;
Que as maiores barreiras de liberdade estão presas dentro de nós mesmos;
Que a gente mais vive sob o poder dos olhos dos outros do que a nossa própria vontade;
Que a nossa capacidade de superação é muito maior do que imaginamos;
Que a falsidade é um vírus que, normalmente, contagia a quem mais amamos, ou admiramos;
Que para se conhecer um pouco do impossível da índole de quem está ao nosso lado, nada melhor que avaliar o seu comportamento no grupo e fora do grupo em que se vive....
Que a maior desilusão é se conhecer o avesso de quem se admira...
Que a cada dia a vida mostra-nos uma face diferente à que nos preparamos para conviver...
Que não existe bem sem mal e nem mal sem bem...
Que quanto mais se busca a perfeição, mais a gente se depara com as imperfeições e as impurezas que denigrem o sol das maravilhas que estão ao nosso alcance...
Que a vida é apenas uma ilusão, uma mentira, um efêmero sonho e nada mais...
Que a melhor maneira de poetizar cada momento e romancear em versos o amor que vivemos no êxtase dos nossos sonhos...
Caso contrário, não teríamos motivos para viver numa tão dura realidade que a cada dia mais nos decepciona e entristece.
Aprendi e, também, descobri, que foi num momento de desilusão que o memorável Coelho Neto disse: "Quanto mais convivo com os homens, mais admiro os cães"
Mesmo assim, meus amigos, a vida é bonita, pois só o pulsar do nosso coração vale a pena. E com a magia de Deus, que sempre nos acolhe em seus braços, e no silêncio, nos fala com o poder de seus anjos, um dia a felicidade vai bater à nossa porta, pois enquanto o coração pulsar, a esperança é a última luz que se apaga em nosso ser.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Saudade...

Saudade ... o teu olhar longo e macio
Derramando doçura em meu olhar,
Um bocado de sol sentindo frio,
Na doce ternura de te amar...

Saudade, o teu carinho, o teu afago,
O teu sorriso cheio de ternura...
Um pedaço de céu dentro de um lago.

Saudade, que ânsia de te encontrar,
E de te cingir em meus abraços,
Com a imensa felicidade de te amar...

Saudade são versos romanceados
São lágrimas do céu caindo
Em bençãos aos corações apaixonados...

Meus queridos pais

Meu pai, Otto Porto da Silveira, minha irmã
 Donária Marli, na sua formatura, e a minha mãe, Maria Santa.
A fotografia tem o poder de nos unir ao passado e de nos fazer reviver momentos que jamais voltarão. Ah!Como a vida passa de pressa!... O tempo voa e não nos poupa, leva com ele tudo o que temos de melhor. Foi assim que levou meu pai, meu grande amigo, meu chão, meu ídolo. Que saudades!...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Filme Os Senhores da Guerra

                                                             Rafael Cardoso em dois atos

Gravações de “Os Senhores da Guerra” realizadas em Bento

Longa-metragem é dirigido por Tabajara Ruas e tem lançamento previsto para julho deste ano
Bento Gonçalves como cenário do longa-metragem “Os Senhores da Guerra”, uma produção da Walper Ruas Produções, de Porto Alegre, com direção de Tabajara Ruas. O filme é uma adaptação do romance de José Antônio Severo. Conforme o diretor, primeira exibição poderá ser feita no palácio Piratini, onde também foi gravado, a convite do governador do Estado, Tarso Genro. “É um filme ligado ao poder, à história política do Rio Grande do Sul”, conta Ruas. “Além de manter viva a história da região, mostra que o Rio Grande do Sul tem capacidade para desenvolver bons filmes”, acredita. A segunda parte do longa, “Passo da Cruz”, tem início das gravações previsto para o primeiro semestre de 2013.
O longa-metragem retrata a história verídica dos irmãos Júlio (interpretado por Rafael Cardoso) e Carlos Bozano (interpretado por André Arteche), que se enfrentam na guerra civil de 1924, no Rio Grande do Sul. Júlio, 24 anos, legalista e chimango, é prefeito de Santa Maria, e recebe a missão de impedir o avanço das tropas do general maragato Zeca Netto. Carlos, 21 anos, é o secretário particular de Netto.
As gravações iniciaram há cerca de um ano em Porto Alegre e Santa Maria. Conta com elenco principal de 23 atores, além dos figurantes. A direção é de Tabajara Ruas, que assina o roteiro com José Antônio Severo, com produção executiva é de Ligia Walper, direção musical de Pirisca Grecco e fotografia de Ivo Czamanski e Pablo Escajedo. Acesse: http://www.ossenhoresdaguerra.com.br/
 O diretor
Tabajara Ruas é jornalista, escritor e cineasta. Em 1999, roteirizou e produziu o longa-metragem “Netto Perde Sua Alma”, baseado em livro com o mesmo nome. Em 2007, lançou o documentário “Brizola – Tempos de Luta”. Em 2008, lançou “Netto e o Domador de Cavalos”.
Assessoria de imprensa Secretaria Municipal de Turismo
Foto: Deise Chagas

O Tempo e o Vento

Com muito brilho o elenco do Tempo e o Vento encerrou o trabalho de gravações do filme em Pelotas.
Olha só que mulheres lindas! Esta foto é da Mayana Moura, que fez o papel de Luzia.


domingo, 17 de junho de 2012

Gabriela Caravo e Canela - Jorge Amado

Paula Fernandes - Versos de Amor

PAULA FERNANDES

Mensagem de Otimismo

POEMA DE CARLOS DRUMOND

Menino, contigo aprendi...

                                                           Eloá Silveira de Souza
Inverno gélido, chuvoso,
Áustero ao ser humano.
Que se refugia do rigor.
Meio à rua deserta e vazia,
Na sarjeta fez sua moradia,
Como refúgio para a sua dor...
E ali, exposto, sem guarida,
Desafiando chuva e vento
O menino mendiga comida,
Sem nada ter ao seu sustento.
Roubar não pode. E crime.
Mas, a fome é irresistível,
E à sociedade ele é invisível,
Como uma mísera criatura.
Sem ninguém, restou-lhe a rua,
Com suas dores e mazela,
Sua vida é uma novela
Numa realidade dura.
O destino foi-lhe enfadonho,
Tirando-lhe a beleza do sonho
Que toda a criança tem...
Por que as crianças sofrem,
Sem fazer mal a ninguém?
Menino da rua vivo-morto,
Sem sonhos e esperança,
Mas que ainda sabe sorri,
Nas tuas palavras serenas,
Nas tuas mãozinhas pequenas
Vazias, sem nada ter...
Além da vontade de sobreviver.
Tu trazes a mensagem de Deus...
Na grandiosidade do teu coração,
Tu és a vida em comunhão
Tu és um pedacinho meu...
Menino da rua, vazia e nua,
Conhecendo a dura realidade tua,
Vejo que tu és mais forte que eu.
Menino da rua, que me olha e sorri,
Irmãozinho da vida contigo aprendi
Que a vida é um porto no cais,
Uma viagem sem data, nada mais.
Uma história que escrevi e a não li.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Chuva

Lá fora, a chuva cai de mansinho,
Sem pressa, de vagarinho,
Vai molhando a vidraça.
E eu aqui não acho graça,
Ao contrário, me sinto triste,
Assim como a chuva está caindo,
Muitas lembranças vêm vindo
E aturdindo meu coração...
Ah! Por que a tristeza existe,
E com a chuva ela fica mais triste,
Com os respingos da solidão...
Com a alma povoada de saudade,
Eu me perco num desalinho,
Divagando, aqui num cantinho,
Sem ninguém para conversar,
Sinto as lágrimas no olhar
E um aperto no frívolo coração,
Que como a chuva perdeu a razão,
E o controle das sua emoção...
Amanhã, certamente, é outro dia,
E esta chuva vai parar...
E depois do arco-iris
O sol voltará a brilhar
São os ciclos do nosso viver
Com os seus encantos e enigmas
Que fazem a vida eternecer.

Quem és tu?

Quem és tu,
Um ser com quem sonho tanto?
Quem és tu que roubas meu pranto,
Sem ao menos me dizer teu nome?
Quem és tu que me fascinas,
E que a cada gesto me ensinas
A ver a vida assim diferente?
Sei que roubas meus pensamentos,
E aturdes meus sentimentos,
De forma mansa e serena,
E me propondo a ser radical,
Pondo aqui um ponto final,
Ao te ver me sinto pequena.
Tu tens a magia do amor,
E com teu jeito encantador
Vais colorindo minha vida,
E poetizando meus dias,
Antes hibernais e hipotéticos,
Tristes  e amarelecidos,
Dias amargos e sofridos
Hoje primaveris e poéticos.
Mas, afinal, quem és tu?
Qual teu nome de verdade?
Eu não sei, mas aqui te batizo,
Tu és o que encontrei : Felicidade.

domingo, 3 de junho de 2012

Amo

No silêncio, guardo seu nome
Com carinho e muito segredo,
E, às vezes, até com medo,
De perdê-lo, sem ganhá-lo.
E neste fascínio encantador
Eu vivo a ilusão deste amor
À espera de encontrá-lo.
Seus olhos são fascinantes.
Eo seu sorriso inebriante
Invade o meu coração,
E assim eu fico pasmada,
Inerte, sem dizer nada,
Eu sigo na minha solidão.
Se eu falar, o que vai pensar?
Sei lá se ele gosta de mim!..
Será se foi pra ele que vim?
São perguntas soltas ao ar,
Que só o tempo vai responder,
E se um dia isto vir a ser,
Eu serei seu bem querer,
Com muito amor pra lhe dar.